No início, o estudante Adriano Sena, 18 anos, não achou que tivesse nada de anormal em uma mordida que recebeu no pé, no meio da madrugada, enquanto dormia. No máximo, deveria ter sido de um rato. Não era: Adriano foi uma das primeiras vítimas de mordida de morcego, há cerca de três semanas, no bairro do Barbalho.

Poucos dias antes dele, sua tia também tinha sido picada. Nenhum dos dois, contudo, imaginou que se tratasse do mamífero voador. Acreditavam que poderia ser até um rato. Cinco dias depois, no outro pé, outra mordida. E sangue – muito sangue. Foi só aí que a ficha caiu – além de ter ido ao Hospital Couto Maia -, começaram a surgir outros casos perto dali, no bairro vizinho, o Santo Antônio Além do Carmo.

Apesar de terem sido antes, só agora, após os do Santo Antônio, os casos do Barbalho vieram à tona. A distância, no entanto, é bem curta – 300 metros separam a Rua Boulevard Seabra, transversal da Rua Siqueira Campos, no Barbalho, da Rua dos Ossos, no Santo Antônio, onde aconteceram boa parte dos casos.
fonte:redebahia